Este projeto tem como objetivo a produção de um vídeo documental com 52' de duração, sobre o País criado e vivido pelo Tropeirismo, por quase dois séculos.

O Brasil que conhecemos hoje foi, em larga medida, desenhado, e até mesmo descoberto, durante o século XVIII, quando Tropeiros fizeram integrar o distante Sul ao Império, abrindo e percorrendo os “Caminhos Tropeiros”, dos quais o mais significativo e famoso foi o “Caminho do Viamão”, que, saindo de Sorocaba, levava aos campos gaúchos.

Os anos 1700 começam com a afortunada descoberta paulista das Minas Gerais. Para a nova e imensa população, falta tudo: comida, tecidos, sal, etc..

Atrás de grandes serranias, as novas Minas eram atingidas apenas por trilhas penosas, impossíveis ao pé e ao cavalo comum.

A solução foi possível com a mula e o gado criados na larga da vastidão sulina, ainda por ser colonizada.

Centenas de milhares de mulas foram transportadas pelos Tropeiros que as vendiam, em sua grande maioria, nas feiras de Sorocaba, por onde passa a primeira tropa, em 1733.
Três mil animais pioneiros criando a História.

Deste imenso trânsito, nasceram algumas das grandes cidades do Sul de hoje, como Castro, Ponta Grossa, Mafra, Lages, Vacaria, Passo Fundo, Carazinho. Foram, em seu início, pouso e repasto de tropas, raízes de uma cultura e uma civilização que moldaram e nos deram o País que temos.

Os Tropeiros foram se afazendando ao longo das trilhas, criando e mantendo a necessária resistência contra os espanhóis. Aumentam o território e colonizam, se enraízam. De S.Paulo vai a bombacha para o novo Sul, em S. Paulo usam o poncho. Neste estado, nas primeiras décadas dos anos 1800, a maior fonte de recursos eram os impostos recolhidos nas fronteiras destas trilhas, nos Registros de Animais.

Com suas mulas, o Tropeiro vai levando o novo sotaque, a nova idéia, a nova palavra, a nova canção, o novo costume. Unifica o território e a cultura. Cria a brasilidade. Como nenhum outro, as feiras serão o lugar em que se encontram Sul e Norte. Desta reunião, nascerá um País.

A PRODUÇÃO

As gravações serão realizadas nas cidades e locações ao longo dos caminhos originais dos Tropeiros: Caminho do Viamão (Sorocaba...Viamão), Caminho das Missões (Ponta Grossa... Missões) e Caminho da Vacaria (Missões...Vacaria). Serão ao menos 25 cidades, num percurso superior a 5.000 km.

Veremos as velhas fazendas, os muros de taipa, os corredores e currais, os vaus e travessias, a geografia conquistada.

Os remanescentes da cultura do couro, os trançadores e seleiros. Leremos nos velhos nomes o traçado da História. Aprenderemos com os objetos, mapas, documentos, inventários e lembranças.

Ouviremos antigos tropeiros e entrevistaremos pesquisadores e historiadores, dando voz e imagem a estes dois séculos que nos trouxeram o Sul e possibilitaram o ciclo do ouro e, depois, do café.

Serão, assim, um mês e meio de gravações.
O prazo total para a realização do projeto é de 24 semanas:

 

* Pesquisa e Pré-produção

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8 semanas

 

* Gravações

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8 semanas

 

* Pré-edição e edição

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7 semanas

 

* Finalização, Copiagem

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1 semana

Este documentário visa, quando comemoramos estes 500 anos do Descobrimento, estudar e homenagear esta que foi a grande saga de nossa colonização. Para tanto, faz parte deste projeto a doação de 1.000 cópias ao sistema de ensino de cada um dos quatro estados envolvidos.

Para a escritura do texto, convidamos a jornalista Neide Duarte, responsável por belos momentos do documentário, realizados para a TV Cultura de S. Paulo.

A direção será do cineasta Paulo Rufino, documentarista com larga experiência no gênero, no qual trabalha desde os anos 60.

PRODUTO

Documentário, composto por um programa com duração de 52' (cinquenta e dois minutos), com direção do premiado documentarista Paulo Rufino.

DISTRIBUIÇÃO

Será distribuído para veiculação em TV e escolas, com doação de 1.000 cópias ao sistema de ensino.

DIVULGAÇÃO

Nos principais jornais e revistas do Brasil, programas jornalísticos, TV educativa, etc.

LEI DE INCENTIVO À CULTURA

O projeto "O Brasil dos Tropeiros" está cadastrado no Ministério da Cultura, para receber recursos através da Lei Rouanet nº 8.313/91.

BENEFÍCIOS

  • Redução entre 60% e 65% no valor investido do I.R. devido.

  • Divulgação do nome da empresa como patrocinador ou apoiador do programa e em todo o material e nos eventos de lançamento e divulgação do mesmo.

CUSTO

O custo total do projeto é de R$ 406.275,94 (quatrocentos e seis mil, duzentos e setenta e cinco reais e noventa e quatro centavos) equivalentes a (UFIR) 415.840,26 (quatrocentos e quinze mil, oitocentos e quarenta e vinte e seis).

 

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